Bagada escrito em 9 de Maio de 2026
Os novos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (8) escancaram o tamanho da desigualdade de renda no Brasil. Segundo a Pnad Contínua sobre rendimento de todas as fontes, os brasileiros que fazem parte dos 5% mais pobres do país sobreviveram em 2025 com até R$ 299 por mês por pessoa dentro de casa.
No extremo oposto da pirâmide social, o 1% mais rico registrou renda domiciliar per capita superior a R$ 15,2 mil mensais — valor mais de 50 vezes maior do que o recebido pela parcela mais pobre da população.
A pesquisa considera a chamada renda domiciliar per capita, cálculo que soma todos os rendimentos recebidos pelos moradores de uma residência e divide o total pelo número de pessoas da casa.
Na prática, isso significa que uma mãe solo que receba R$ 5 mil mensais e viva apenas com um filho teria renda per capita de R$ 2,5 mil para cada integrante da família.
O levantamento do IBGE leva em consideração diversas fontes de renda, incluindo salários, aposentadorias, pensões, aluguel, programas sociais, doações, aplicações financeiras e bolsas de estudo.
Os números mostram que boa parte da população brasileira ainda vive com renda bastante limitada. Entre os 30% mais pobres do país, por exemplo, o rendimento mensal por pessoa não ultrapassa R$ 906.
Já a chamada camada intermediária da população — acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos — possui renda entre R$ 906 e R$ 2.958 por pessoa.
Os dados também revelam forte concentração de renda entre as faixas mais altas. Enquanto os 20% mais ricos recebem acima de R$ 2.958 por mês por pessoa, os valores crescem rapidamente nos grupos do topo da pirâmide.
Renda por pessoa em cada faixa da população brasileira
- 5% mais pobres: até R$ 299
- 10% mais pobres: até R$ 451
- 20% mais pobres: até R$ 694
- 30% mais pobres: até R$ 906
- Faixa intermediária: mais de R$ 906 até R$ 2.958
- 20% mais ricos: acima de R$ 2.958
- 10% mais ricos: acima de R$ 4.609
- 5% mais ricos: acima de R$ 6.900
- 1% mais rico: acima de R$ 15.214
Reprodução: Direita Online


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