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Bagada escrito em 3 de Fevereiro de 2026

CPMI do INSS pede quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, protocolou nessa segunda-feira (2) um pedido para a quebra do sigilo fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solicitação integra o conjunto de medidas em análise no âmbito da comissão parlamentar mista de inquérito.

 

Na justificativa apresentada, o parlamentar sustenta que há elementos concretos que apontam para a necessidade de aprofundar a investigação.

 

Segundo ele, mensagens interceptadas revelam que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destino de um pagamento de R$ 300 mil direcionado à empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido de forma direta tratar-se de “o filho do rapaz”.

 

De acordo com o relator, a Polícia Federal interpreta a mensagem como uma menção explícita a Lulinha, indicando que Roberta Luchsinger teria atuado como intermediária financeira em um suposto repasse de vantagens indevidas. Gaspar acrescenta que os autos também evidenciam indícios de interferência e tentativa de obstrução das investigações.

 

Ele cita, por exemplo, o momento em que, após a deflagração de fases da operação, Roberta envia orientações a Antônio Camilo para eliminar provas: “Some com esses telefones. Joga fora”. Ainda segundo o relatório, ela demonstrou preocupação com a apreensão de um envelope que continha o nome do “nosso amigo”.

 

Para o deputado, o pedido de quebra de sigilo se sustenta tanto do ponto de vista político quanto investigativo, diante da suspeita de que Fábio Luís teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo em empreendimentos voltados à cannabis medicinal, que teriam sido financiados com recursos supostamente desviados do INSS.

 

A estratégia da CPMI é tentar votar o requerimento na retomada dos trabalhos, prevista para esta quinta-feira. No entanto, integrantes do colegiado avaliam que o governo está articulado para barrar todas as iniciativas que envolvam o filho do presidente. Além do pedido de quebra de sigilo, também há requerimentos de convocação de Lulinha em tramitação.

 

Aliados do Planalto têm conseguido frear o avanço de investigações na comissão que possam gerar desgaste ao governo. Segundo relatos de membros da CPMI, a proximidade de partidos do Centrão com o Executivo tem sido decisiva para bloquear os requerimentos.

 

Atualmente, o governo contaria com cerca de 18 votos favoráveis na comissão, contra 12 da oposição, nos casos que envolvem diretamente o entorno presidencial.

 

Foto: reprodução; Fonte: CNN

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