Bagada escrito em 7 de Dezembro de 2024

Pode até parecer mais tempo, mas a verdade é que apenas oito meses se passaram desde que o Rio Grande do Sul chorou a maior tragédia de sua história. No entanto, Brasil, brasileiros e, sobretudo, as autoridades parecem ter esquecido. Naquele fatídico dia, enquanto o estado sulista vivia um momento de luto que exigia respeito e solidariedade, o principal telejornal do país encerrou sua programação exaltando o show da cantora internacional Madonna no Rio de Janeiro, relegando a tragédia a um segundo plano.
O povo gaúcho, em meio à dor, viu-se negligenciado mais uma vez pela imprensa nacional, escancarando uma lacuna preocupante no jornalismo brasileiro. Há anos, a região Sul do país enfrenta um tratamento desigual por parte da grande mídia, que frequentemente a ignora em favor de interesses políticos e ideológicos.
A omissão não apenas é injusta, como também é perigosa. Revela não apenas a incapacidade da imprensa em cumprir seu papel informativo, mas também a falta de profissionalismo em momentos críticos. Em um país com tantas desigualdades, esse tipo de atitude apenas aprofunda o abismo entre as regiões e seus cidadãos, expondo a todos uma manipulação midiática que prioriza agendas alheias às reais necessidades do Brasil.
O Conexão Política rejeitou esse padrão de descaso. Durante a tragédia, nos comprometemos a dar voz às dores do povo gaúcho, oferecendo espaço e atenção a todas as regiões que enfrentam momentos semelhantes. Hoje, menos de um ano depois, renovamos nossas condolências ao Rio Grande do Sul, reiterando nosso compromisso em relatar com seriedade e humanidade os fatos que moldam a história de nosso país.
A força e a bravura do povo gaúcho são inegáveis. Contudo, cabe às autoridades, em especial ao governo federal, honrar suas promessas sem recorrer a politicagens, pois, se não fosse pela solidariedade entre cidadãos e o papel fundamental da iniciativa privada, o Brasil certamente já teria colapsado.
Com seriedade e respeito, seguimos firmes na missão de informar, com a certeza de que um jornalismo justo é indispensável para um país mais unido e consciente. A cobrança e a vigilância continuam.
AT.TE, CONEXÃO POLÍTICA
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