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Bagada escrito em 13 de Janeiro de 2026

Zenaide Maia é a unica senadora do RN a não assinar pedido de CPMI do Banco Master

A senadora Zenaide Maia (PSD) foi a única representante do Rio Grande do Norte no Senado Federal a não assinar o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, que busca apurar denúncias envolvendo um dos casos mais graves e recentes do sistema financeiro brasileiro, com possíveis ramificações políticas e institucionais em Brasília.

 

Os outros dois senadores potiguares, Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB), aderiram ao requerimento e defenderam publicamente a necessidade de investigação no Congresso Nacional. Para eles, a CPMI é fundamental para esclarecer suspeitas de lobby político, interferência indevida em órgãos de controle e eventuais conflitos de interesse.

 

Na Câmara dos Deputados, o apoio à CPMI entre parlamentares do Rio Grande do Norte também foi limitado. Apenas Carla Dickson (União Brasil), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) assinaram o pedido de abertura da comissão. Os demais deputados federais do estado não constam entre os apoiadores formais da investigação.

 

O caso do Banco Master ganhou repercussão nacional após reportagens publicadas pelo jornal O Globo, que apontam encontros entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Entre os episódios citados está um jantar realizado em uma mansão do banqueiro, em Brasília, em meio a movimentações para evitar a liquidação do banco pelo Banco Central.

 

As denúncias também envolvem contratos firmados entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviani Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, que, segundo as reportagens, somariam cerca de R$ 129 milhões. Esses fatos estão no centro das suspeitas e são apontados por parlamentares como elementos que justificam a abertura da CPMI.

 

Caso seja instalada, a comissão promete aprofundar as investigações sobre a relação entre o sistema financeiro, agentes políticos e integrantes do Judiciário, com potencial para atingir figuras influentes em diferentes esferas de poder.

 

Reprodução: Portal O Potiguar

 

 

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