Bagada escrito em 10 de Fevereiro de 2026
O mercado de inteligência artificial generativa entrou em uma fase de reconfiguração acelerada, marcada pela perda de espaço do ChatGPT e pela ascensão do Gemini, modelo desenvolvido pelo Google.
Dados do relatório Global AI Tracker, da Similarweb, publicado em janeiro de 2026, indicam que a liderança antes quase absoluta da OpenAI começa a dar lugar a um cenário mais competitivo.
Em apenas um ano, o ChatGPT viu sua participação no tráfego global de ferramentas de IA conversacional cair de 86,7% para 64,5%, uma redução de 22 pontos percentuais.
No mesmo intervalo, o Gemini apresentou crescimento exponencial: saltou de 5,7% para 21,5% do mercado, uma expansão próxima de 400%.
Segundo a análise da Similarweb, a virada começou a se desenhar ao longo de 2025. O ChatGPT manteve folga no primeiro semestre, mas passou a apresentar sinais de estagnação na segunda metade do ano. No último trimestre de 2025, o volume de visitas à plataforma recuou 22% na comparação anual.
O movimento contrário foi observado no Gemini. Após uma estratégia agressiva de integração ao ecossistema do Google, o modelo passou a ser incorporado diretamente a produtos de uso cotidiano, como Gmail, Busca, Android e Google Workspace. Com isso, o Gemini registrou crescimento de 49% nas visitas nas últimas 12 semanas de 2025.
Atualmente, ChatGPT e Gemini concentram juntos cerca de 85% do mercado global de IA conversacional. A tendência, de acordo com analistas, é de ampliação dessa fatia, o que deve dificultar a sobrevivência de plataformas menores de forma independente e abrir espaço para fusões ou aquisições.
Entre os concorrentes de menor porte, a chinesa DeepSeek aparece com aproximadamente 3,7% do tráfego global. O Grok, da xAI, empresa de Elon Musk integrada à plataforma X, alcançou cerca de 3,4% e segue em crescimento — avançou cerca de 14% desde a publicação do relatório, impulsionado pela exposição direta aos usuários da rede social.
Já o Perplexity AI recuou para algo próximo de 2%, enquanto o Claude, da Anthropic, mantém participação estável em torno desse mesmo patamar.
O Copilot, da Microsoft, surge com cerca de 1% do tráfego. Embora o número possa parecer baixo, especialistas apontam que o dado pode subestimar seu alcance real, já que a ferramenta está profundamente integrada a produtos como Windows e Office, mas enfrenta críticas relacionadas à usabilidade.
As demais soluções somadas representam entre 5% e 6% do mercado, um contraste marcante com o cenário de um ano atrás, quando o ChatGPT sozinho concentrava quase 87% da audiência global.
Fonte: UOL
Foto: PixaBay



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