Bagada escrito em 20 de Janeiro de 2026
Produtores do nordeste entram em colapso diante de cachês milionários — e eventos consagrados começam a desaparecer do mapa.
Nos bastidores do entretenimento nordestino, um alerta vermelho já está aceso há um bom tempo. Produtores afirmam que o modelo atual se tornou insustentável — e o público começa a sentir os primeiros impactos.
Muitos artistas, segundo relatos, parecem ter se distanciado de suas origens e daqueles que os ajudaram a chegar ao topo. Em conversa com Breno Holder e a GS News, empresários do setor revelam o desespero crescente para viabilizar eventos privados diante de cachês cada vez mais altos — valores que drenam completamente a margem de lucro dos produtores.
"A maioria dos artistas está cobrando em eventos privados os mesmos valores das festas de prefeitura. A conta simplesmente não fecha mais", desabafa um produtor renomado do setor.
Outro relato chama ainda mais atenção:
"Trouxemos a turnê de uma dupla sertaneja, o evento faturou mais de R$ 2 milhões, e mesmo assim não sobrou nem R$ 50 mil para a gente. O risco é gigantesco para um retorno mínimo", afirmou outro.
E o impacto já é real. Eventos tradicionais, com décadas de história, começam a sucumbir:
"Um festival de verão na Paraíba, consagrado há mais de 20 anos, não aguentou. Foi obrigado a cancelar um dia inteiro do evento", revelou outro produtor paraibano.
Por outro lado, artistas também se posicionam e afirmam que os altos cachês refletem custos operacionais cada vez mais elevados para manter grandes produções em circulação.
"Pagamos milhões de reais por mês em impostos - o governo acaba sendo nosso maior sócio. Uma parte significativa do cachê é destinada a tributos, além de toda a operação logística, que envolve uma equipe de mais de 40 pessoas na estrada. Está tudo muito caro.
Infelizmente, não temos muito o que fazer", revelou um grande artista nacional, que preferiu não ter o nome divulgado.
A pergunta que ecoa nos bastidores é inevitável: estamos assistindo ao começo do fim dos grandes eventos privados no Brasil?


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