Bagada escrito em 5 de Maio de 2026
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao SUS a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano.
A decisão, que consta no Diário Oficial da União, mantém o imunizante fora do calendário público infantil. Com a medida, o imunizante contra o sorotipo mais frequente da doença segue abolido do calendário vacinal infantil no país, restrito à rede privada. O SUS oferece vacinas contra os sorogrupos C e ACWY, mas o tipo B, responsável pela maior parte dos casos, segue sem cobertura pública.
As famílias que desejarem imunizar as crianças devem desembolsar em torno de R$ 2 mil, considerando o esquema vacinal tríplice. O custo por dose varia entre R$ 600 e R$ 750, e o esquema vacinal inclui múltiplas aplicações no primeiro ano de vida, além de reforço.
O valor inviabiliza o acesso para a maioria das famílias brasileiras, concentrando a proteção exclusivamente entre quem pode pagar por clínicas particulares. A integração da vacina no SUS poderia custar mais de R$ 5,5 bilhões em cinco anos, segundo o governo, que citou o impacto orçamentário como um dos critérios para a rejeição.
Deputados e senadores de oposição ao governo Lula apresentaram indicação solicitando informações sobre medidas para incorporar a substância, argumentando que o sorogrupo B representa cerca de 40% dos casos de meningite no Brasil e que a incorporação beneficiaria principalmente populações vulneráveis.
A meningite meningocócica do tipo B é uma infecção bacteriana que pode evoluir rapidamente, deixando sequelas graves, e pode levar a óbito. Os principais sintomas são febre alta, vômitos, irritabilidade intensa, sonolência, rigidez no pescoço e manchas vermelhas que não desaparecem quando pressionadas.
A velocidade de progressão da doença é um dos fatores que torna a vacinação preventiva especialmente crítica: quando os sintomas aparecem, o quadro pode se agravar em horas, e o atraso no diagnóstico é frequente em unidades básicas de saúde.
Reprodução: Conexão Política


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