Bagada escrito em 25 de Fevereiro de 2026
Polêmica: jornal natalense acusa Natália Bonavides de censura
O embate entre a deputada federal Natália Bonavides (PT) e o Diário do RN ganhou contornos judiciais.
A parlamentar ingressou com ação na Justiça contra o veículo após reportagem que reproduziu declarações da vereadora Camila Araújo sobre emendas destinadas à CBTU. O processo tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, com pedido de direito de resposta, retratação e retirada da matéria do ar.
O ponto central da polêmica não é o conteúdo das falas da vereadora, mas a decisão do jornal de publicá-las. Para o Diário, tratava-se de declaração pública feita por agente política em ambiente oficial. Para Natália, houve extrapolação do dever de informar.
A pergunta que ecoa nos bastidores políticos é direta:
👉 Noticiar uma fala pública agora depende de autorização prévia do citado?
👉 Recorrer à Justiça contra o veículo é defesa de honra ou tentativa de intimidação?
A deputada, que tem discurso histórico em defesa da democracia e da liberdade de expressão, agora aciona o Judiciário contra um jornal local por divulgar declarações feitas por outra parlamentar. Críticos enxergam contradição: quando a imprensa critica adversários, é liberdade. Quando atinge seu campo político, vira “excesso”?
Outro ponto que chama atenção: as custas iniciais do processo, embora simbólicas (R$ 89,91), foram pagas pela Câmara dos Deputados — e não diretamente pela autora da ação. O fato levanta questionamentos políticos:
👉 É adequado que recursos da estrutura da Câmara sejam utilizados em ação que envolve interesse pessoal e disputa com a imprensa?
O caso reacende um debate sensível: qual é o limite entre direito de resposta e pressão judicial sobre veículos de comunicação?
O Diário exagerou? Ou a deputada está tentando calar o jornal?
O Judiciário vai decidir. Mas politicamente, o desgaste já está posto.
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