Bagada escrito em 31 de Janeiro de 2026
Em meio às articulações que começam a redesenhar o tabuleiro da sucessão presidencial, partidos do campo conservador intensificam conversas, sondagens e avaliações estratégicas sobre alianças capazes de ampliar o alcance eleitoral de uma eventual chapa para 2026.
Movimentos recentes, disputas por filiações e o peso de grandes colégios eleitorais passaram a influenciar, nos bastidores, a escolha de nomes que podem ganhar protagonismo no cenário nacional.
O Partido Liberal (PL) passou a considerar o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como uma possível opção para ocupar a vaga de vice-presidente em uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.
A avaliação surge em meio a uma reorganização da direita, intensificada pela tentativa do PSD de filiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com o objetivo de estruturar uma candidatura própria à Presidência da República.
Em conversa com o portal Metrópoles, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou o chefe do Executivo mineiro, classificando-o como “muito bom”. Apesar disso, negou qualquer contato direto com Zema para tratar de uma composição eleitoral.
Segundo Valdemar, o partido segue analisando diferentes possibilidades para montar a chapa que considerar mais competitiva.
De acordo com informações publicadas anteriormente pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o tema do vice-presidenciável foi discutido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O encontro ocorreu durante uma visita de Tarcísio à unidade prisional conhecida como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena.
Na ocasião, além de Romeu Zema, também foram citados como possíveis nomes para a vaga a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
No caso específico do governador mineiro, a análise interna aponta que ele poderia fortalecer a chapa caso aceitasse não encabeçar a disputa e demonstrasse, nas pesquisas, capacidade de mobilizar o eleitorado de Minas Gerais.
Com o segundo maior número de eleitores do país, Minas é historicamente vista como decisiva nas eleições presidenciais. Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente após a ditadura militar, o vencedor no estado costuma repetir o desempenho no resultado nacional.
Zema mantém índices elevados de aprovação em Minas, fator que alimenta o interesse do PL. Mesmo assim, o governador já afirmou publicamente que não pretende ocupar a posição de vice e que sua intenção é sustentar uma candidatura própria até o fim.
Conforme já noticiado, ele também definiu sua saída do governo mineiro para o dia 22 de março e planeja, a partir daí, percorrer diferentes regiões do país.
Foto: Ag. Senado; Fonte Metrópoles



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