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Bagada escrito em 7 de Março de 2026

Moraes rebate Globo e diz que mensagens com Vorcaro não são dele

Alexandre de Moraes afirmou nessa sexta-feira (6) à noite que não recebeu mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia em que o empresário foi preso, em 17 de novembro de 2025.

 

A manifestação foi feita por meio de nota divulgada pelo gabinete do magistrado. Segundo o comunicado, uma verificação realizada nos dados telemáticos de Vorcaro indicaria que as mensagens enviadas naquela data não estavam associadas ao número de Moraes.

 

“Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”, declarou o ministro por meio de nota divulgada por seu gabinete.

 

O comunicado, no entanto, não detalha quem realizou essa análise técnica nem quais critérios foram adotados durante a verificação.

 

As informações sobre os dados telemáticos vieram à tona em reportagem da colunista Malu Gasper, de O Globo, após a quebra de sigilo autorizada nas investigações.

 

O material indicou que o banqueiro mantinha em sua agenda telefônica números de autoridades ligadas aos três Poderes da República.

 

Entre os contatos estavam três ministros do STF, familiares de magistrados — como a advogada Viviane Barci de Moraes —, seis parlamentares e dois diretores do Banco Central do Brasil, órgão que anteriormente regulava e atualmente investiga o Banco Master.

 

A nota do gabinete de Moraes foi divulgada depois que o jornal O Globo publicou reportagem afirmando que o banqueiro e o ministro teriam trocado mensagens no WhatsApp.

 

De acordo com o veículo, os contatos teriam ocorrido por meio de mensagens de visualização única no mesmo dia em que Vorcaro foi detido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.

 

Em resposta, o Supremo afirmou que o ministro não foi o destinatário das mensagens citadas na reportagem.

 

No comunicado, o STF menciona a realização de uma análise técnica, mas não esclarece quem teve acesso ao conteúdo investigado nem como o gabinete do ministro obteve os dados, que estão sob sigilo no Congresso Nacional.

 

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”, diz a nota.

 

Ainda de acordo com o comunicado, a “mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro)”.

 

“Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”.

 

Além disso, a manifestação afirma que “os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa”.

 

Segundo o comunicado, essas informações constariam no material disponibilizado à imprensa pela CPMI do INSS.

 

 

Fontes: Poder360; O Globo

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