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Bagada escrito em 1 de Maio de 2026

Messias chama Jaques Wagner de "traíra" e acusa líder do governo de sabotar sua indicação ao STF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, está convencido de que foi apunhalado pelas costas dentro do próprio governo. Em conversas reservadas após a derrota histórica no Senado, relatadas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, com base em três aliados do ministro, Messias chamou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), de "traíra" e defendeu que o senador deveria pedir demissão da liderança.

 

A queixa central é que Wagner induziu Lula ao erro. Dois dias antes da votação, o líder calculava publicamente entre 44 e 50 votos favoráveis, conforme reportagem do Valor Econômico. O número transmitia segurança e impedia qualquer reação de última hora por parte do Planalto. Na prática, Messias obteve apenas 34 votos favoráveis contra 42 contrários, ficando sete abaixo do mínimo necessário. A margem de erro não foi de ajuste fino: foi de pelo menos 10 votos, uma diferença que, na avaliação do entorno de Messias, só se explica por má-fé ou negligência deliberada.

 

O que mais irritou Messias foram as imagens. Logo após a derrota humilhante no plenário, câmeras flagraram Wagner abraçando Alcolumbre e sorrindo. Para o advogado-geral da União e seu entorno, a cena foi a prova visual da traição. Interlocutores de Wagner rebateram, dizendo que quem o conhece sabe que se tratava de um "riso de nervoso" e que o líder trabalhou intensamente pela aprovação. O próprio Messias não confirmou publicamente a versão dos aliados, mas atribuiu a avaliação sobre Wagner ao que chamou de "sentimento geral" entre seus apoiadores.

 

 

 

 

 

Reproduçaõ: Blog do Gustavo Negreiros

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