Bagada escrito em 11 de Abril de 2026
O governo Lula pagou R$ 2 milhões em cachês a influenciadores digitais e artistas desde 2025, segundo dados obtidos pela Folha de S.Paulo via Lei de Acesso à Informação.
Nas primeiras etapas do pedido, a Secom divulgou apenas os nomes dos contratados. Somente após ordem da CGU (Controladoria-Geral da União), dada em recurso de terceira instância, a secretaria revelou os valores pagos.
Dira Paes, atriz da TV Globo e integrante do "Conselhão" do governo Lula, recebeu R$ 470 mil para protagonizar a campanha sobre o aplicativo Celular Seguro, que permite o bloqueio de aparelhos furtados.
A campanha teve veiculação nacional durante um ano na TV, rádio e internet. Em segundo lugar aparece o carnavalesco Milton Cunha, com R$ 310 mil por dois vídeos voltados ao público do Rio de Janeiro exaltando o aumento de cirurgias no Sus. A TV Globo retirou Cunha da apresentação do quadro Enredo e Samba, exibido no RJ1, após a gravação das peças publicitárias.
Entre os criadores de conteúdo digital, o professor de história e comediante Matheus Buente recebeu a maior soma: R$ 124,9 mil por dois vídeos sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome e sobre o Pix. Buente afirmou que recebeu "total liberdade criativa" na elaboração do material e que os conteúdos tiveram como objetivo explicar políticas públicas de forma acessível.
Na sequência aparecem Morgana Camila (R$ 119,25 mil), Vitor DiCastro (R$ 90 mil), Anaterra Oliveira e Rodrigo Góes (R$ 50 mil cada). Gabriela Ferreira, Giovana Fagundes e Matheus Sodré receberam R$ 40 mil cada. Outros 46 influenciadores receberam de R$ 1 mil a R$ 35mil.
Secom afirmou que não negocia diretamente com os influenciadores, que são contratados por agências de publicidade e pagos com verbas de produção das campanhas.
A oposição questiona a legalidade e a finalidade dos contratos, sobretudo diante do uso de recursos públicos para impulsionar conteúdos que, em alguns casos, ultrapassam o caráter informativo e assumem tom ideológico.
Os parlamentares pedem explicações da Secom sobre o uso da verba pública em ações que envolvem promoção pessoal, defesa do governo e críticas a adversários políticos. A Secom, por sua vez, não respondeu.
Reprodução: Conexão Política


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