Bagada escrito em 21 de Fevereiro de 2026
Tragédia evitável na Terra Yanomami expõe falhas persistentes na gestão de saúde indígena sob o governo Lula: três crianças morreram vítimas de coqueluche, uma doença perfeitamente prevenível por vacinação, na região de Surucucu, em Roraima. O Ministério da Saúde confirmou oito casos da infecção entre crianças indígenas, com os óbitos oficialmente registrados pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y).
Apesar da mobilização tardia — uma equipe emergencial de cerca de 50 profissionais foi enviada para reforçar vacinação, atendimento e prevenção —, parte das crianças infectadas precisou ser transferida para hospitais em Boa Vista, onde algumas já receberam alta. A coqueluche, que ataca principalmente os mais vulneráveis, ressalta como a cobertura vacinal ainda é insuficiente em áreas remotas, mesmo após anos de promessas de prioridade à saúde indígena.
A associação indígena Urihi contestou os números oficiais do governo, afirmando que o total de mortes por coqueluche chega a cinco, incluindo casos em comunidades como Aracik (duas vítimas), Yarima, Parima e Wathou, o que evidencia subnotificação ou lentidão no monitoramento. O episódio se soma ao histórico de crises na região — desnutrição, garimpo ilegal e epidemias recorrentes —, onde o governo federal, apesar de açoes pontuais, nao conseguiu estruturar uma rede de saúde robusta e contínua.
A resposta emergencial, embora necessária, chega como remédio após a tragédia, reforçando críticas de que o descaso com povos originários persiste, deixando crianças yanomami expostas a doenças que o SUS poderia ter evitado com planejamento eficaz e investimento real.
Reprodução: Diário 360
Foto: Eduardo Andrade


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