logo

Bagada escrito em 24 de Fevereiro de 2026

Fila do "bumbum guloso" ferve atrás de atacadão no DF

Sob o manto da madrugada densa e silenciosa, existe um trecho de asfalto em Taguatinga Sul que ignora o sono e as convenções. Atrás de um grande mercado atacadista na QS 3, a geografia da cidade se transforma. Ali, a iluminação pública é uma lembrança distante, e o que impera é o breu, interrompido apenas pelo brilho de faróis que cortam a pista como lâminas de luz, revelando, por breves segundos, o que muitos preferem manter no escuro: s3xo intenso, rápido e sem compromisso.


A rua, abraçada por áreas verdes que parecem vigiar o local em silêncio, torna-se o palco de um ritual frenético. Não há nomes, apresentações e muito menos promessas de um amanhã. O que se vê é uma fila de veículos, parados no acostamento, quase encostados uns nos outros, lembrando um drive-thru distópico, onde o produto consumido é o s3xo e o pagamento é o risco do prazer proibido. Carros elétricos, importados de luxo e os mais populares se misturam sem distinção.


Mesmo quando a chuva resolveu castigar o chão, na última sexta-feira (20/2), a temperatura não caiu. Pelo contrário: a umidade externa encontrou o calor humano dentro dos veículos, resultando em vidros tão embaçados que ocultavam as identidades, mas denunciavam o vaivém rítmico e vigoroso dos corpos.


A dinâmica é de uma eficiência quase mecânica. A reportagem acompanhou o fluxo e notou que o diálogo ali é uma língua morta. O papo é direto, sem curvas ou sutilezas. O desejo é urgente e vocalizado em gemidos. No submundo da QS 3, a regra é clara: o s3xo oral é prefácio quase obrigatório. Uma espécie de senha de entrada para o que vem a seguir.


O que mais impressiona é a exposição visceral. Em muitos pontos da fila, a porta do carro permanece aberta, servindo apenas como um escudo simbólico. A cena se repete: um homem, parcialmente dentro do veículo, usa o banco do motorista como apoio, enquanto o parceiro, do lado de fora e sob a chuva fina, executa o serviço com uma fome que ignora o desconforto.

 

 

Reprodução: Metrópoles

 

 

 

Comentários

Deixe um comentário