Bagada escrito em 11 de Janeiro de 2026
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), não deve renunciar ao mandato antes do fim da gestão, contrariando especulações de bastidores que apontavam para uma saída antecipada visando as eleições de 2026. A tendência, segundo aliados e interlocutores, é que a petista permaneça no cargo até o último dia, garantindo estabilidade administrativa e a condução dos projetos em andamento no Estado.
Apesar disso, Fátima Bezerra segue sendo um dos nomes mais citados para compor um eventual novo ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2027, caso o petista seja reeleito. Ex senadora, ex deputada federal e com longa trajetória no partido, a governadora é vista como um quadro político experiente, com forte ligação com a área da educação e boa interlocução com movimentos sociais e a bancada petista no Congresso Nacional.
Nos bastidores de Brasília, o entendimento é de que a permanência de Fátima no governo estadual fortalece o PT no Rio Grande do Norte e evita disputas internas antecipadas pela sucessão estadual. Ao mesmo tempo, sua possível ida para um ministério no próximo mandato presidencial permitiria ao partido reposicionar lideranças no Estado e abrir espaço para novos arranjos políticos locais.
Embora não haja confirmação oficial, a avaliação entre aliados é de que a governadora tem priorizado concluir o mandato com foco em obras estruturantes, equilíbrio fiscal e consolidação de políticas públicas, deixando qualquer definição sobre futuro político para depois do processo eleitoral de 2026. A possível entrada no primeiro escalão do governo federal em 2027 é tratada como um caminho natural dentro da trajetória de Fátima Bezerra, caso o cenário político nacional seja favorável ao PT.



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