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Bagada escrito em 6 de Maio de 2026

Em retaliação a governador, deputados do RJ ameaçam divulgar lista de supostas amantes de desembargadores que recebem sem trabalhar na Alerj

Insatisfeitos com o choque de austeridade e transparência que o desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, está imprimindo na administração pública, deputados estaduais fizeram uma ameaça inusitada: prometeram divulgar a lista de supostas amantes de desembargadores que recebem, mas não trabalham na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).

 


Seria uma retaliação após a exoneração de mais de 1,6 mil funcionários fantasmas da máquina estadual. Alguns deles nem sequer tinham crachá ou acesso aos sistemas de computadores do estado.

 

Todos eram apadrinhados por políticos que davam sustentação ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou e depois teve o mandato cassado por abuso de poder.

 

O grupo que teve a audácia de verbalizar a intimidação é da base de apoio de Cláudio Castro e de Douglas Ruas, presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do RJ pelo PL.

 

Esses parlamentares são conhecidos como os "aloprados" desse grupo político, que está tentando minar o governo interino do desembargador Couto.

 

Em nota enviada após a publicação, a Alerj disse que "a narrativa apresentada na publicação não corresponde à realidade institucional" da Casa e que a Assembleia "mantém relação republicana, respeitosa e independente com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", declarando que não houve qualquer deliberação institucional que "possa amparar as alegações divulgadas". Veja a nota completa abaixo.

 

Leia a íntegra da nota da Alerj

 


A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) repudia a matéria publicada nesta data que atribui a parlamentares da Casa supostas ameaças envolvendo membros do Poder Judiciário.

 

A narrativa apresentada na publicação não corresponde à realidade institucional desta Casa Legislativa, que mantém relação republicana, respeitosa e independente com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

 

Não houve qualquer deliberação, manifestação oficial ou atuação parlamentar, no âmbito institucional, que possa amparar as alegações divulgadas.

 

Em um momento de sensibilidade política e institucional vivido pelo Estado do Rio de Janeiro, a divulgação de informações sem a devida comprovação apenas contribui para ampliar tensões e inseguranças, em prejuízo da estabilidade institucional que a sociedade espera dos Poderes constituídos.

 

A Assembleia reafirma seu compromisso com a legalidade, o equilíbrio entre os Poderes e a responsabilidade institucional.

 

 

 

Reprodução: G1

 

 

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