Bagada escrito em 3 de Abril de 2025

O Governo Trump, por meio da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (3), no qual incluiu o Brasil entre os países que, segundo o governo americano, “sufocam” o comércio e prejudicam a economia dos EUA. 
A mensagem, atribuída à Casa Branca, foi divulgada no dia seguinte ao anúncio de Donald Trump sobre a imposição de tarifas sobre produtos importados para os Estados Unidos. No caso dos produtos brasileiros, a tarifa será de 10%, mesma taxa definida para o Reino Unido, enquanto Europa e China terão tarifas mais altas, de 20% e 34%, respectivamente.
O comunicado destacou que países como Brasil, Argentina, Equador e Vietnã têm adotado medidas restritivas à importação de bens remanufaturados. Segundo a embaixada, essas restrições dificultam o acesso dos exportadores americanos aos mercados locais, ao mesmo tempo em que comprometem iniciativas para promover a sustentabilidade, ao desencorajarem o comércio de produtos quase novos que utilizam recursos de forma mais eficiente. 
“Certos países, como Argentina, Brasil, Equador e Vietnã, restringem ou proíbem a importação de bens remanufaturados, restringindo o acesso ao mercado para exportadores dos EUA, ao mesmo tempo em que sufocam os esforços para promover a sustentabilidade, desencorajando o comércio de produtos quase novos e com uso eficiente de recursos”, afirma o comunicado divulgado pela embaixada. 
O comunicado também mencionou o déficit comercial como justificativa para a imposição das tarifas. De acordo com a Casa Branca, Trump não permitirá que os Estados Unidos sejam “explorados”, defendendo que as tarifas são necessárias para garantir um comércio justo e proteger os trabalhadores americanos. 
O presidente dos EUA ainda pretende confrontar as chamadas “disparidades tarifárias injustas” e as barreiras não tarifárias impostas por outras nações, buscando nivelar a economia para beneficiar empresas e trabalhadores americanos.
Embora o governo dos EUA critique as práticas comerciais de outros países, o Brasil, por sua vez, argumenta que a relação com os Estados Unidos é superavitária para os americanos. Dados do Itamaraty indicam que, em 2024, os EUA tiveram um superávit comercial de cerca de US$ 7 bilhões com o Brasil em bens, e de US$ 28,6 bilhões ao somar bens e serviços.
G1
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