Bagada escrito em 14 de Abril de 2026
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, na manhã desta segunda-feira (13), que é aconselhada por pessoas da família a deixar a Corte.
Em participação em um debate na Fundação FHC, Cármen disse que há muita repercussão para quem ocupa uma cadeira de ministro do STF e que teme que futuros magistrados não queiram assumir uma vaga na Corte.
“Eu temo também para futuros ministros do Supremo, porque algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. A tendência para nós mulheres nem se fala, porque o discurso de ódio contra homem é ‘mal administrador’, e contra nós [mulheres], os senhores já viram o que fazem contra meu respeito, é sexista, machista, desmoralizante, e todo mundo da minha família fala: ‘Cármen, sai disso, chega, já fez o que tinha que fazer’”, afirmou a ministra.
Cármen tem aposentadoria compulsória prevista para abril de 2029, quando completará 75 anos. A magistrada entrou na Corte em junho de 2006, após ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada por Nelson Jobim.
A ministra, recentemente, antecipou sua saída do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar mais tempo para que a nova presidência da Corte conduza o processo eleitoral de outubro deste ano.
O evento da fundação teve início nesta segunda-feira, com Cármen abrindo a programação com o tema “O Brasil na visão das lideranças públicas”.
Reprodução: Metrópoles


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