Bagada escrito em 18 de Abril de 2026
Brasil vem registrando uma mudança no perfil de moradia da população, com aumento expressivo do número de imóveis alugados e queda na participação de residências próprias quitadas.
Os dados são da IBGE, divulgados nesta sexta-feira (17) por meio da PNAD Contínua.
De acordo com o levantamento, a proporção de imóveis próprios totalmente pagos caiu de 66,7% para 60,2% ao longo dos últimos anos — uma retração de 6,5 pontos percentuais.
Em contrapartida, o número de domicílios alugados apresentou forte crescimento: passou de 12,2 milhões em 2016 para 18,9 milhões em 2025, um salto de 54,1%.
Com isso, a fatia de residências alugadas subiu de 18,3% para 23,8%, atingindo o maior nível da série histórica.
Apesar da alta, o percentual brasileiro ainda está abaixo de países desenvolvidos, como Estados Unidos (31%), média da União Europeia (34%) e Suíça (57%).
Os números também mostram expansão do total de domicílios no país. Entre 2016 e 2025, houve crescimento de 66,7 milhões para 79,3 milhões de unidades, avanço de 18,9%.
Já o número de imóveis quitados subiu de 44,5 milhões para 47,8 milhões no período, alta mais modesta de 7,3%.
Outro destaque é a aceleração da verticalização. Embora as casas ainda predominem — somando 65,6 milhões (82,7% do total) — os apartamentos vêm crescendo em ritmo mais intenso.
Em dez anos, o número de unidades em prédios aumentou 48,7%, passando de 9,1 milhões para 13,6 milhões. No mesmo intervalo, as casas tiveram expansão de 14,2%.
O levantamento também aponta mudanças no perfil das famílias. A quantidade de pessoas que vivem sozinhas cresceu significativamente, passando de 12,2% em 2012 para 19,7% em 2025.
A maior parte desse grupo está na faixa entre 30 e 58 anos (46,8%), enquanto 41% têm 60 anos ou mais. Jovens entre 15 e 29 anos representam uma parcela menor.
Entre os domicílios unipessoais, os homens são maioria, com 54,9%, contra 45,1% de mulheres. No entanto, há diferenças etárias relevantes: entre eles, predomina a faixa de 30 a 59 anos, enquanto entre elas há maior concentração acima dos 60 anos.
Regionalmente, os maiores índices de pessoas morando sozinhas estão nas regiões Sudeste do Brasil (20,9%) e Centro-Oeste do Brasil (20%).
Mesmo com essas transformações, o modelo familiar mais comum no país ainda é o nuclear — formado por casais com ou sem filhos ou por apenas um dos pais com filhos —, embora sua participação tenha recuado nos últimos anos.
Reprodução: Direita Online


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