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Bagada escrito em 24 de Março de 2025

Aliados de Lula defendem condenação mais severa para mulher que manchou estátua do STF com batom

“14 anos de prisão ainda é pouco.” É essa a conclusão de diversos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), explicitada por alguns e defendida de maneira velada por outros nos bastidores.

O coro surge após a condenação de 14 anos de prisão imposta pela Suprema Corte à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, 39 anos, por manchar a estátua “A Justiça” em Brasília, no episódio de 8 de janeiro de 2023, com um batom.

O deputado federal André Janones (Avante-MG) foi um dos que se manifestaram publicamente contra a decisão, considerando-a excessivamente branda. Em um vídeo, o congressista classificou a sentença como um “absurdo”, argumentando que o crime cometido por Débora seria mais grave do que assassinatos que ocorrem todos os dias no Brasil.

“Pessoal, é um absurdo o que acabou de acontecer no STF. Peço que vocês me ajudem a denunciar o senhor Alexandre de Moraes, o ministro do STF, que acaba de dar uma decisão absurda, condenando a senhora Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão. Isso mesmo, só 14 anos de prisão. Como se a Débora tivesse tentado matar uma pessoa, como acontece todos os dias no nosso país. Não! A Débora foi muito além, senhor ministro Alexandre de Moraes”, disse o deputado, em tom indignado.

Janones ainda fez críticas à forma como o ministro Alexandre de Moraes tem conduzido o caso, acusando-o de dar uma pena leve à ré e de fazer uma leitura exagerada dos atos de 8 de janeiro. “O senhor Moraes concedeu à Débora uma peninha qualquer”, prosseguiu

Apesar da aplicação dos magistrados, não existem evidências que comprovem que Débora tenha invadido as sedes dos Três Poderes, como sugerido por muitos do espectro político de esquerda. As imagens registradas mostram a cabeleireira apenas na Praça dos Três Poderes, longe das dependências das instituições. A condenação se baseou no ato de riscar a estátua com a frase “perdeu, mané”, uma referência ao discurso de 2022 do presidente do STF, Luiz Roberto Barroso.

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