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Bagada escrito em 20 de Fevereiro de 2026

62% veem desfile pró-Lula como propaganda antecipada, diz Real Time Big Data

A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile da Acadêmicos de Niterói dividiu opiniões e alimentou o debate sobre campanha antecipada. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Real Time Big Data indica que a maioria dos eleitores interpretou o enredo como ação eleitoral fora do calendário oficial.

 

Segundo o levantamento, 62% afirmam que a apresentação configurou propaganda antecipada em favor do presidente. Outros 38% discordam dessa leitura.

 

O estudo também mediu a reação emocional ao desfile. Para 30% dos entrevistados, o sentimento predominante foi de raiva. Já 23% disseram ter sentido admiração. A maior parcela, 47%, declarou indiferença.

 

O enredo da escola de samba retratou a trajetória política de Lula, da saída de Garanhuns até a chegada ao Palácio do Planalto, em um desfile que ganhou repercussão nacional e provocou críticas de setores da oposição.

 

Antes mesmo de a escola entrar na avenida, partidos e parlamentares de oposição acionaram o TCU e o TSE para tentar barrar a apresentação, sob o argumento de que o desfile configuraria propaganda eleitoral antecipada.

 

Às vésperas do desfile, o TSE negou suspender previamente a apresentação, sob o entendimento de que a medida poderia caracterizar censura, mas manteve o processo aberto para análise posterior de eventuais irregularidades. Ministros registraram, no entanto, preocupação com excessos e que a decisão não representava um salvo-conduto.

 

Diante da controvérsia, a primeira-dama Janja da Silva decidiu não desfilar no último carro alegórico.

 

Após o desfile, a ofensiva política se ampliou. A oposição estruturou iniciativas em diferentes frentes, incluindo Justiça Eleitoral, Ministério Público e órgãos de controle.

 

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 18 e 19 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

 

Reprodução: Infomoney

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