Bagada escrito em 12 de Março de 2026
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luis Pablo. A decisão autorizou a apreensão de celulares e notebook e foi cumprida na terça-feira (10), em São Luís. A medida ocorreu após a publicação de reportagens em que o jornalista apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro do STF Flávio Dino na capital maranhense.
Na decisão, obtida pela CNN Brasil, Moraes afirmou haver “indícios relevantes” da prática do crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal, em razão de publicações feitas na internet e em redes sociais contra um ministro do Supremo. O magistrado também citou uma série de reportagens publicadas no blog do jornalista desde 20 de novembro, iniciada com o texto que afirmava que um carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão teria sido entregue a Dino e estaria sendo usado por familiares na cidade. Segundo Moraes, o conteúdo sugere que o autor utilizou algum mecanismo estatal para identificar veículos, o que poderia expor indevidamente a segurança de autoridades.
O ministro ainda afirmou que as condutas do jornalista teriam “modus operandi semelhante” ao investigado no Inquérito 4781, conhecido como inquérito das fake news. Em nota enviada à CNN, Luis Pablo disse que recebeu a decisão “com serenidade e respeito às instituições” e afirmou que as reportagens foram produzidas no exercício da atividade jornalística e sobre temas de interesse público. Ele declarou confiar que o trabalho está amparado pela liberdade de imprensa e pelo direito ao sigilo da fonte.
O STF informou que a investigação não é decorrente do inquérito das fake news. Segundo a Corte, o caso foi solicitado pela Polícia Federal do Brasil em dezembro de 2025, teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República e, posteriormente, foi redistribuído a Moraes.
Procurado, o gabinete de Flávio Dino informou que não comentaria o caso. O Tribunal de Justiça do Maranhão também disse que não iria se manifestar.
Reprodução: CNN


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